quarta-feira, 1 de abril de 2009

segunda-feira, 30 de março de 2009


CES decepcionada com líderes europeus


A Confederação Europeia de Sindicatos acusou os governos de não estarem «preocupados com o desemprego», condenando a sua ausência na cimeira sobre o emprego na União Europeia.

Em comunicado divulgado na segunda-feira, John Monks, secretário-geral da Confederação, considerou que esta decisão é um «mau sinal para os cidadãos e trabalhadores europeus» e mostrou-se «decepcionado».

A reunião extraordinária, convocada pela Comissão Europeia e pela Presidência Checa para 7 de Maio, em Praga, para debater o desemprego em cada Estado-membro, previa a participação dos chefes de Estado da União Europeia, bem como de outros representantes sociais. No entanto, na sua cimeira de dia 21, decidiram não participar, dadas as dificuldades em tomar novas medidas de apoio ao emprego.

A Confederação disse que vai comparecer na reunião reduzida, «em defesa dos interesses dos trabalhadores» e considerou que esta atitude dos governos vai «reforçar a participação nas mobilizações sindicais» no encontro de 7 Maio, estando já convocadas manifestações em Madrid, Bruxelas e Praga para 14 e 16 de Maio.

sexta-feira, 27 de março de 2009



«Sindicalistas»



O diligente Sol seguiu o mote dado por Sócrates na ofensiva contra a CGTP e, pegando nas declarações deste sobre a «instrumentalização» e o «sindicalismo livre de tutela partidária», fez o seu número tendo João Proença como artista convidado. Foi divertido de ler.

Preocupa-os e incomoda-os a influência do PCP no movimento sindical – influência real, de facto. E a preocupação e o incómodo são tanto maiores quanto, como muito bem sabem, essa influência resulta de décadas de uma intervenção singular dos comunistas na luta pela defesa dos interesses dos trabalhadores. Assim, à influência e à intervenção sindical dos comunistas – caracterizada por um profundo respeito pela democracia interna do movimento sindical – chamam «tutela partidária».

Coisa esta que não existiria na UGT, a qual «nunca será correia de transmissão do PS» - como garante Proença e o Sol confirma.Neste caso, reconheça-se-lhes alguma razão: como é sabido, a UGT foi criada pelo PS, PSD e CDS - e pelos milhões vindos dos EUA, da Grã-Bretanha, da Alemanha... - com o triplo objectivo de liquidar a CGTP, acabar com a influência do PCP no movimento sindical e apoiar a contra-revolução.
Por isso tem sido, desde que nasceu, uma verdadeira correia de transmissão, não apenas do PS mas da política de direita ao serviço dos interesses do grande capital.

A actividade sindical – entendida como intervenção na organização dos trabalhadores para a defesa dos seus interesses e direitos – exige, sempre, grande firmeza e coragem.
Foi assim nos tempos em que ser sindicalista exigia, para além da firmeza na luta contra os exploradores, a coragem de enfrentar a repressão fascista - e já nesses tempos os proenças faziam «sindicalismo» nos «sindicatos» do regime...É assim nos tempos actuais, em que só com muita coragem e firmeza é possível fazer frente à política de classe levada a cabo pelos homens de mão do grande capital que, há 33 anos, proliferam nos governos, na UGT e nos média dominantes.«Mal de nós se o Governo for gerido pela rua» - gemeu o chefe da UGT, quando da manifestação do dia 13, apavorado com a multidão de trabalhadores na rua. A confirmar que, enquanto «sindicalista», o lugar de Proença é no anúncio da Antena 1 sobre os malefícios das manifestações...
  • José Casanova


quinta-feira, 26 de março de 2009

VEJAM SÓ ESTA BARBARIDADE!



ATROCIDADES NAZI-SIONISTAS
Uma t-shirt ostentando uma palestina grávida sob uma alça de mira e a inscrição "Um tiro duas mortes".
Foi a imagem escolhida por snipers (atiradores de elite) da infantaria israelense. Outras t-shirts exibem bebés mortos, mães a chorarem sobre os túmulos dos seus filhos, armas apontadas a crianças e mesquitas bombardeadas.
Há uma loja em Tel Aviv especializada em imprimir as ditas t-shirts e cada pelotão escolhe a imagem que vai usar. As atrocidades praticadas pela entidade nazi-sionista já não são escondidas – são mesmo exibidas.

segunda-feira, 23 de março de 2009





Opinião de outros comunistas


Vemos, Ouvimos e Lemos...

...Não Podemos Ignorar. Este refrão acompanhou durante anos a luta pela liberdade e a democracia no nosso país. Um refrão contra a indiferença e o medo, de apelo à acção pela mudança.

Nos dias que correm, noutras circunstâncias, o mesmo refrão não perdeu actualidade. É preciso agir! É preciso romper com a indiferença e o preconceito. É preciso mudar a política do mais do mesmo que tem vindo a conduzir o país e a região a águas pantanosas. Há um dado-base de partida que importa ter bem presente: não haverá mudança votando nos mesmos que ano após ano têm conduzido o país à situação em que se encontra. Um país mais desigual, mais assimétrico, com menos recursos próprios em resultado da política que tem vindo a ser desenvolvida

Temos vindo a insistir no erro, e nos perigos daí resultantes para a região, de um modelo de desenvolvimento assente no turismo e serviços correlacionados. Hoje vai estando bem à vista a justeza das nossas preocupações. Bastará ir a Albufeira e verificar a situação existente em vários hotéis – salários em atraso, rescisões, despedimentos. E não há propaganda e marketing que resolva o problema, porque o alargamento do fosso entre os que continuam com grandes fortunas e altas remunerações e o engrossar da fileira dos pobres ou dos crescentemente empobrecidos afasta cada vez mais amplas massas de poderem dar-se “ao luxo” de férias, quanto mais férias em hotéis.

Cresce a um ritmo galopante o número de desempregados no Algarve e cresce também o número dos que ficam excluídos do subsídio de desemprego. O Governo diz que em 2008 poupou 400 milhões de euros. Pudera... pela nossa parte continuamos a exigir o alargamento dos critérios para a atribuição desse mesmo subsídio. É um acto de elementar justiça que o Governo o faça. Ao contrário de outros que lançam como objectivo que as empresas que dão lucro não possam despedir, deixando assim à mercê muitas dezenas de milhares de trabalhadores, nós consideramos que o desemprego pode ser travado com aumento dos salários e reformas, com investimento público (não anúncios, mas obra no terreno), com a criação de emprego público, com apoio real aos micro e pequenos empresários, com combate ao despedimento fraudulento. Aliás, muitas das propostas que apresentámos no quadro do PIDDAC e que foram chumbadas pelo PS e pelo PSD tinham, além de corresponderem a necessidades regionais, esse objectivo.

Neste quadro, o Congresso do PS foi decepcionante. Sobre os reais problemas nada foi dito. Falou-se de modernização e construção do futuro. Mas logo surgiram estudos da OCDE dizendo que os reformados do futuro, os que estarão na reforma daqui a 20 anos, terão reformas muito mais baixas do que os reformados do presente. É este o futuro que o PS tem para oferecer? É este o futuro para os nossos filhos? Por certo que não queremos! Do lado do PSD, tornou a insistir Passos Coelho na privatização da Caixa Geral de Depósitos. Uma completa irresponsabilidade!

É por aqui que se constrói o futuro? Concerteza que não. Falou-se também no evento do PS de abertura e abrangência e assim foi apresentado o seu candidato ao Parlamento Europeu Vital Moreira. Mas francamente, será que os professores, os trabalhadores da administração pública, os militares, etc., já se esqueceram dos seus virulentos ataques? Será que os portugueses já se esqueceram que Vital Moreira foi um dos acérrimos defensores à não realização de um referendo ao Tratado de Lisboa? E que é um dos defensores de que ele entre em vigor torpedeando por cima da vontade expressa do povo da Irlanda? Ou seja, para ele (como para o PS e o PSD) os votos só devem contar quando correspondem à sua vontade. É esta a abertura e a abrangência? É isto modernidade e futuro?

Nós dizemos, como diz o povo, que para grandes males, grandes remédios. Neste caso o remédio é cortar com o ciclo do mais do mesmo. É mudar! É dar mais força ao PCP.
A denominada crise, ou seja, a crise das políticas de direita que a promoveram e a alimentaram, não é nem pode ser desculpa para tudo. No ano 2008, o banco Santander/Totta teve 517 milhões de euros de lucro, o BES teve 402 milhões, a EDP teve 907 milhões, a GALP 777 milhões, enfim, muitos milhões. Estes continuaram a ter férias e a ocupar os hotéis e resortes.


Vemos, Ouvimos e Lemos, Não Podemos Ignorar!

  • Rui Fernandes, Doral do PCP




















domingo, 22 de março de 2009


Maldizer


É sempre encantador ouvir José Sócrates reagir a um protesto, por mais pequeno que seja. Mas, quando o protesto se agiganta e não há avenida ou praça em que caiba, quando o protesto lhe surge pela frente – mesmo que o primeiro-ministro fuja para Cabo Verde e escape ao ribombar das vozes – então ele entra em histeria.

Coitado do homem. É claro que um indivíduo assim, tão dedicado ao bem público, que ele entende como serviço prestado aos interesses de um punhado de banqueiros milionários, um homem cuja modernidade não se discute, pois até ousa propor à sociedade portuguesa os casamentos gay e a eutanásia para resolver os grandes problemas nacionais e espalhar pelo País a grande mensagem da «esquerda», há-de sentir-se e ressentir-se injustiçado. O que milhões de portugueses – representados na maior manifestação de sempre por mais de duzentos mil trabalhadores – lhe disseram, é uma incomensurável maledicência.

Foi assim, com esta palavra, catada em conversa de vizinha, que ele reagiu à manifestação de sexta-feira passada, em Lisboa. Andam a dizer mal dele e não pode ser. Não sei se repararam que Sócrates não se incomoda com as más palavras de Manuela Ferreira Leite. Dali não vem nenhum mal ao mundo. Um entendimento é até possível. Basta a Sócrates, no vazio de uma maioria enfezada, deixar de lado aeroportos e altas velocidades. No resto, ambos, com o CDS ou não à mistura, se entendem perfeitamente para arrancar a tanga aos portugueses que trabalham ou que vivem no terror do despedimento ou na tortura da precariedade, ou na miséria das reformas, ou na desesperança de não conseguir trabalho. Desde que os milionários se mostrem satisfeitos com a política de direita que lhes é servida, tudo vai às mil maravilhas. Mas um outro perigo espreita, como se de novo um fantasma assombrasse este canto da Europa.

É que o protesto de sexta-feira contém em si uma exigência ancorada num projecto – a ruptura com a política de direita, uma ruptura que significa erguer uma democracia avançada nos escombros em que a política de direita conduziu o País. E tal democracia, inevitavelmente, pressupõe o socialismo – destestável palavra que faz Sócrates estremecer de pavor.É que ele sabe que, à frente de tal projecto, mobilizando e esclarecendo – e nunca manipulando – se encontram os comunistas portugueses, cuja abnegada história e vigorosa acção presente representam uma catástrofe para os interesses privadíssimos dos que exploram.
  • Leandro Martins


sábado, 21 de março de 2009



A CGTP-IN



NUNCA SERÁ INSTRUMENTO DE QUALQUER GOVERNO








POSIÇÃO DA CGTP-IN SOBRE ANÚNCIO DE PROMOÇÃO DA RDP ANTI MANIFESTAÇÕES

O direito de expressão, em que se inclui o direito de manifestação, está consagrado no artº 37º da Constituição da República Portuguesa. Este é um elemento indissociável da participação cívica dos/as trabalhadores/as e da população em geral, em torno de questões estruturantes para a nossa vida colectiva, como o emprego, a educação, a saúde, de entre outras, e não se coaduna com o que é apresentado no spot publicitário da Rádio Pública.



Para a CGTP-IN, as manifestações são formas de expressão colectiva e solidária e têm como objectivo corresponder a necessidades e anseios dos trabalhadores e da população contribuindo para o bem estar da maioria e não circunscrita a apenas alguns. A participação cívica não se pode dissociar do funcionamento e da revitalização da democracia tal como nós a entendemos, do ponto de vista político, económico, social e cultural.
A concepção individualista apresentada no spot, não configura a missão de serviço público a que a Rádio Pública está adstrita, antes parece reflectir uma atitude de subserviência a posições de incómodo manifestadas pelo Governo relativamente à contestação das suas políticas.


Neste contexto e dado o carácter anti manifestações que assume, produzido por quem deveria promover a participação democrática e cidadã por todas as formas legítimas possíveis, o referido anuncio, sem prejuízo doutras acções que se venham a mostrar necessárias, será objecto de queixa junto dos Provedores, quer da RDP, quer da RTP, bem como junto do Conselho de Opinião da RTP e da Entidade Reguladora para a Comunicação Social - ERC.


DIF/CGTP-INLisboa, 20.03.2009


AS MAIORIAS TAMBÉM SE ABATEM





A LUTA CONTINUA!








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